Dicas 26, 27, 28, 29, 30 e 31

Dia 26, sexta-feira: Odoyá

No sábado, dia 02 de fevereiro, aconteceu a tradicional festa de Yemanjá. Eu, boa baiana que sou, todos os anos compareço, levo minhas flores, agradeço e peço proteção à rainha das águas.

Porém, esse ano foi ainda mais especial. Isso porque em 2012 eu tive que fazer uma cirurgia bem complicada e uma amiga-irmã fez uma promessa à Yemanjá que, caso desse tudo certo,”EU” faria um barco com ela como forma de agradecimento. Pois bem, aqui estava eu linda, cheia de saúde, e sem nenhuma pretensão de ficar em dívida com Yemanjá.

Para quem nunca teve a chance de ver de perto, eu adianto que a festa de 2 de fevereiro é uma das mais bonitas do calendário baiano (na minha humilde opinião, claro). Basta procurar umas imagens no Google para ter uma noção de como é lindo. Porém, juntos com as flores e a fé, o povo também manda para o mar vidros de perfume, embalagens de sabonete, espelhos e pentes de plástico e todo tipo de lixo que você imaginar.

Pensando nisso, fizemos uma campanha aqui no EcoD incentivando as pessoas a darem oferendas mais sustentáveis, e claro que eu não poderia deixar de aderir. Assim, passei parte da minha sexta-feira dobrando, colando, envernizando e enfeitando meu barquinho todo feito de jornal. No dia seguinte, enchemos ele de flores, fé e muitos “obrigados”, e o deixamos no mar. Acho que Yemanjá gostou.

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pronto

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Alodê, odofiaba, minha mãe, mãe-d’água, odoyá!

Dia 27, sábado: Salvador merece

Ainda na festa de Yemanjá (mas agora falando do dia mesmo, e não da véspera), eu pude ver de perto e participar de um iniciativa muito legal realizada por uma galera incrível aqui de Salvador que quer mudar a cidade com as próprias mãos. O movimento chama-se Canteiros Coletivos, e já falamos deles aqui nesse post.

Pois bem, depois de entrevistar a Débora Didonê (que é uma FOFA), ficamos amigas pelo Facebook e sempre conversávamos sobre ações e ideias para tornar a cidade mais humana e os soteropolitanos mais conscientes. Aí um dia eu mostrei para ela o trabalho de Candy Chang e o projeto “Before I die…”, que instalava painéis nas cidades com a frase “Antes de morrer, eu quero…” e muitos espaços em branco para serem preenchidos pelos moradores. Ela adorou a ideia e resolveu adaptá-la para o contexto local.

Assim, no dia 2 de fevereiro, em meio àquela multidão que estava indo levar seus presentes para Yemanjá, um painel com a frase “Salvador merece…” foi erguido no meio de uma praça no Rio Vermelho, giz de cera foi disponibilizado, e dezenas de pessoas puderam parar e refletir sobre o que sua cidade merecia, o que cada um estava fazendo por isso, o que pode e deve ser feito e qual o nosso papel, como cidadãos, na construção de uma cidade que queremos e merecemos.

Parabéns Débora e todo pessoal do Canteiros Coletivos. Me deixa muito feliz e inspirada ver pessoas tão engajadas levantando da cadeira e fazendo acontecer.

=)

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Salvador merece respeito, educação e cidadãos mais responsáveis por ela
Salvador merece respeito, educação e cidadãos mais responsáveis por ela

Dia 28, domingo: Que beleza!

Domingão, ressaca da festchenha de sábado (porque 2 de fevereiro é sagrado, mas também é profano), a pessoa se olha no espelho e vê que precisa dar um “up” na cara de ontem. Como semanalmente rola uma esfoliação de leve na cútis e ela estava em atraso, vi que o momento era aquele.

Porém, em vez de comprar um gel/creme/sabonete industrializado com ação esfoliante e encher o mundo de mais lixo, usei uma argila que trouxe da última viagem à Chapada Diamantina, no interior da Bahia. Além de ser totalmente natural, diz o Google que a argila tem o poder de prevenir efeitos do tempo, é anti-séptica, limpa, esfolia, tira manchas, hidrata, revitaliza, purifica, tonifica, renova, dá firmeza, desobstrui poros e elimina impurezas. Tá bom ou quer mais? Quer mais? Pois fique sabendo que custou quase nada (nem para mim, nem para o planeta).

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Bela!
Bela!

Dia 29, segunda-feira: Fecha a torneira!

Custa alguma coisa fechar a torneira enquanto lava os pratos? Não, não custa. Obrigada.

Fazfavor, né?!
Fazfavor, né?!

Dia 30, terça-feira: Green job

Nessa terça-feira foi realizado o 1o Fórum de Sustentabilidade para Micro e Pequenas Empresas. O evento foi organizado pelo EcoD, em parceria com o Sebrae/Ba, e teve muita gente boa trocando experiências e discutindo o assunto. Além das palestras e debates, todo o evento foi transmitido ao vivo pela EcoD TV e teve uma grande participação dos internautas. Resumindo: deu muito trabalho, mas valeu a pena!

Isso porque ver pessoas tão interessadas em colocar a sustentabilidade em prática dentro de suas empresas e organizações, trocando cartões de visita, esclarecendo suas dúvidas e percebendo que isso é sim um bom negócio, é um dos momentos que me fazem gostar tanto do meu trabalho.

Hoje em dia se fala muito de green jobs (ou empregos verdes), e eu acredito que, em um futuro não tão distante, isso será uma realidade para todos. Acho que as empresas e os empresários cada dia mais se convencem de que só existe esse caminho, de organizações que prosperam sem acabar com os recursos naturais, financeiros e humanos.

Pode parecer utópico, mas sim, as pessoas já estão aprendendo a ganhar dinheiro de forma mais inteligente e desenvolvendo modelos de negócios onde todos saem ganhando. Como disse meu chefão ontem, “é possível imaginar empresas mais responsáveis, sustentáveis, eficientes e que dão lucro”.

Por isso, meus amigos, não se enganem, nem fiquem aí comendo mosca. Seja você profissional da área que for, eu te aconselharia a começar a pensar em um emprego que faça mais sentido, que não apenas garanta o seu sustento, mas que também se sustente dentro do planeta em que existe.

Eu não estou falando só de biólogos, engenheiros ambientais ou outros profissionais que lidam diretamente com meio ambiente não. Estou falando de advogados, arquitetos, designers, comerciantes, bancários e qualquer outro profissional. Abra sua mente, os empregos verdes estão aí para quem quiser vê-los. 

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Boas ideias, grandes parcerias e sustentabilidade: bem vindo aos empregos do futuro
Boas ideias, grandes parcerias e sustentabilidade: bem vindo aos empregos do futuro

Dia 31, quarta-feira: Cidão

Deixem-me apresentá-los, esse é Cidão:

"Oi!"
“Oi!”

Cidão tem 11 anos, adora roubar meias e tem fobia de vassoura. Cidão também tem um sistema digestivo muito eficiente, o que faz questão de provar aos vizinhos todos os dias quando vai passear. Eu, por mais que fique feliz em saber que o intestino de meu cachorro idoso está funcionando perfeitamente, me sinto obrigada a recolher as provas deixadas na rua pelo mesmo.

Porém, em vez de saquinhos plásticos que levam anos para se decompor (ao contrário do conteúdo do saco), eu levo apenas jornal para o passeio. Aí é só enrolar a encomenda e jogar no lixo. Em pouco tempo a caca e o papel já eram.

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A carinha da felicidade!
A carinha da felicidade!

Vizinhos felizes, planeta limpo, Cidão aliviado. A equação perfeita.

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