Esse tal de consumo consciente

Esta semana saiu a última edição da Revista Yacht, e a coluna do Simplificando falou sobre consumo consciente. Confira!

consumo

Você já se deu conta de tudo que tem no armário? Nem adianta tentar me enganar. Eu sei que você já tem mais do que o suficiente para se vestir bem. Ainda assim, eu não conheço uma mulher que não fique louca na frente da vitrine preferida ou que não surte quando vê “aquele” sapato. Em um mundo que cada dia mais nos incentiva a comprar, comprar, comprar, é difícil resistir a tantas tentações.

Porém, você já parou para pensar no que tudo isso significa? Ou pior, no impacto que esse consumismo desenfreado causa nas nossas vidas e no planeta? Antes de cada produto chegar aos nossos armários, eles percorreram um longo caminho, que envolve extração de recursos naturais, fabricação industrial (o que inclui uma grande quantidade de água, energia e produtos químicos), distribuição (muitas vezes de um país para o outro, o que emite quantidade enormes de gases poluentes) e venda. Depois de usado, mesmo que por mais de uma pessoa, aquele produto acaba no lixo, e haja lixo nesse planeta!

Esse padrão de consumo também tem impactos diretos nas nossas vidas, na nossa autoestima e, sim, nos nossos bolsos. Um estudo realizado em Londres em 2010 mostrou que as mulheres usam menos da metade dos sapatos que compram. Aí eu te pergunto, será que estamos fazendo as escolhas certas na hora das compras? Será que a gente precisa mesmo de tanto, ou estamos apenas programadas para gastar compulsivamente?

Quem se viu nesse dilema foi a publicitária baiana radicada em São Paulo, Joanna Moura. Endividada e com um armário abarrotado de roupas, sapatos e acessórios, ela decidiu ficar um ano sem comprar absolutamente nada! O desafio foi narrado através de looks diários no blog Um Ano Sem Zara, e hoje Jojo dá dicas não só de moda, mas também de economia e consumo consciente para publicações especializadas e planeja escrever um livro sobre o assunto.

Quem também defende lindamente a bandeira do consumo consciente são as meninas da Oficina de Estilo. Com o slogan “Substitua consumo por autoestima”, Cris e Fê mostram em seu trabalho como personal stylists que moda é legal e que pode (e deve) ser usada a nosso favor, mas que viver bem e dar importância ao que realmente é importante em nossas vidas é o essencial.

Ser feliz, ter saúde, valorizar os bons momentos com as pessoas que a gente ama, estar com as contas em dias e poder planejar o futuro, isso sim é necessidade. O resto é só consumo. E mesmo esse consumo pode ser feito de forma responsável e refletir seus valores. Afinal, consumo consciente não significa parar de comprar, e sim começar a fazer isso com responsabilidade, sabendo dos impactos que cada produto causa no planeta e da real utilidade que aquilo terá em sua vida.

Ficamos então conversadas. A partir de agora, antes de sacar o cartão de crédito iremos parar e pensar: “eu preciso mesmo disso?”, “é isso que está fazendo falta ou que vai fazer a diferença em minha vida hoje?”, e o mais importante, “é nesse tipo de produto que eu vou investir o meu dinheiro?”. Todos nós podemos ser agentes transformadores e fazer do mundo um lugar melhor. É tudo uma questão de escolha e as suas escolhas fazem toda a diferença.

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One Reply to “Esse tal de consumo consciente”

  1. […] de falar sobre consumo consciente e refletir o papel do consumismo em nossas vidas, chegou a hora de saber como colocar em prática toda essa história. Pensando nisso, listei sete […]

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