Só pra lembrar, você não é consumidor, é gente

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Você já parou para pensar em quantas repreensões e ordens nós recebemos todos os dias? E não digo de chefes, pais, mães ou companheiros. São ordens camufladas de dicas de amiga, sugestões inofensivas e conselhos bem intencionados. Elas estão em todos os lugares: na TV, nas revistas, nas ruas, até nas redes sociais e no blog que vos escreve.

A propaganda está em todo lugar, o tempo todo, sempre nos dizendo que nosso cabelo está feio, nossa roupa está fora de moda, nosso detergente não é bom, nosso carro não é eficiente, nosso celular não é útil e que para que você seja bonito, bacana, bem sucedido e feliz você tem que comprar aqueles produtos que eles estão vendendo como quem precisa do ar para respirar.

A lavagem “compre-batom” cerebral é tão eficiente que nos esquecemos de um detalhe básico: nosso poder de dizer não. É meu amigo, olha que notícia boa, você não precisa de tudo aquilo que eles dizem que você precisa e não tem que aceitar nenhum desses imperativos como se fosse verdade absoluta. Olha que libertador…

Na verdade, você tem todo o direito de filtrar, negar, rebater ou mesmo ignorar aquelas ordens. Você não tem que obedecê-los.

É muita ousadia dessa gente achar que eles sabem mais do que nós mesmo o que a gente precisa. Queridos publicitários, empresários, blogueiros (as), marqueteiros e companhia, olha só, vocês não me conhecem, não sabem como é a minha vida, quais são as minhas necessidades ou do que eu gosto, então não venham empurrar sua ganância transvestida de publicidade goela abaixo porque eu não sou obrigada, tá?

Mais do que consumidores apáticos que absorvem tudo que vem de “lá”, está na hora de sermos co-criadores dessa indústria, de saber dizer não e exigir que a nossa liberdade de não querer comprar seja respeitada. Nós somos muito mais do que consumidores, somos gente que pensa e que sabe que é impossível vender felicidade em um comercial de 30 segundos. Está na hora de sair da inércia, mostrar nossa voz e deixar bem claro que o que a gente quer não tem preço, nem prazo, nem promoção.

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“As pessoas estão tirando sarro de você todos os dias. Eles se intrometem na sua vida, fazem um perfil barato de você e depois desaparecem. Eles te espiam a partir de altos prédios e fazem você se sentir pequeno. Eles fazem comentários jocosos em ônibus, que insinuam que você não é sexy o suficientemente e que a diversão está em outro lugar.

Eles estão na TV fazendo sua namorada parecer inadequada, Eles têm acesso à mais sofisticada tecnologia que o mundo já viu e intimidam você com isso. Eles são os ‘Os Publicitários’ e eles riem de você. Você, no entanto, é proibido de tocá-los. Marcas comerciais, direitos de propriedade intelectual e leis de direito autoral significam que publicitários podem dizer qualquer coisa que quiserem e saírem totalmente impunes.

F#%@-se isso. Qualquer propaganda num espaço público que não te da chance de vê-la ou não, é sua. É sua para pegar, modificar e reusar. Você pode fazer o que quiser com ela. Pedir permissão é como pedir para ficar com uma pedra que alguém acabou de jogar na sua cabeça.

Você não deve nada às empresas. Menos que nada, você especialmente não deve a eles nenhuma cortesia. Eles devem a você. Eles têm rearranjado o mundo para se colocarem à sua frente. Ele nunca pediram a sua permissão, nem comecem a pedir a deles.”

Banksy

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