TEDxPelourinho 2015: Liberdade que merece ser compartilhada

No último sábado, 30/05, rolou o TEDxPelourinho 2015, evento que tive a honra de participar como voluntária e ver de perto cada pedacinho da construção. O tema não poderia ter sido mais inspirador: liberdade. Ser livre para nascer, viver, falar, se expressar, trabalhar e sentir – tudo isso foi debatido com a força, importância e beleza que o assunto merece.

Entre os palestrantes, só gente do bem, inspiradora, com projetos que estão mudando – e libertando – o mundo, uma pessoa de cada vez. A quem se interessar, deixo aqui um pouquinho dessas histórias e meu muito obrigada a todo mundo que fez esse dia lindo acontecer! =)

Vitor Garcia

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Uma plataforma online para conectar grafiteiros com pessoas que tenham um muro para “doar”. Essa ideia, tão simples quanto grandiosa, foi o que motivou os jovens Gabriel Pinheiro e Vitor Garcia a criarem o Color+City. O projeto, que ganhou apoio até do Google, busca facilitar e viabilizar conexões entre artistas (especialmente de graffiti) e pessoas interessadas em arte.

Hoje, além de promover a arte urbana, o Color+City vem conquistando uma legião de admiradores por funcionar como ponto de partida de novas interações sociais, levando beleza, sentido, inspiração, alegria e identidade às cidades. “É um convite para conhecer a cidade, andar sobre ela, percorrer ruelas, esvaziar espaços privados e pôr vida na rua”, contam os criadores.

Saiba mais: www.colorpluscity.com

 

Mariane Maciel

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Quando perdemos alguém bem próximo, iniciamos uma das fases mais difíceis da vida e, como se não bastasse a dor da perda, ainda há o imenso silêncio ao redor do tema. Apesar do luto ser uma condição pela qual praticamente todos um dia irão passar, parece haver pouco espaço – ou liberdade – para se discutir o assunto, expressar os novos sentimentos e viver em paz aquilo que não pode ser evitado.

Pensando nisso, Mariane Maciel criou o projeto ‘Vamos falar sobre o luto?’ para desafiar o tabu e desenvolver ferramentas que facilitem a vivência da dor e a reinvenção da vida. “Quando as pessoas vêem ‘vamos falar sobre o luto’, imediatamente pensam que se vai falar de morte. A perspectiva do projeto pretende falar sobre a vida; o ponto de vista de quem fica e merece ser feliz.”

Saiba mais: www.vamosfalarsobreoluto.com.br

 

Yuri Tripodi

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Causar a reflexão e desconstruir estereótipos foram os caminhos encontrados pelo ator baiano Yuri Tripodi para desenvolver suas criações. Em 2014, Yuri “curtiu” um dia de praia, em pleno domingo no Porto da Barra, usando uma peça de sua criação: o ‘bikini quadradão’. Depois, em São Paulo, ele assistiu uma missa na Catedral da Sé (um dos mais tradicionais templos da igreja católica) vestindo uma calcinha fio-dental coberta por um traje de musseline preto e um ornamento na cabeça, na performance ‘ul-traje para ocasiões fúnebres’.

Envolto em polêmicas, Yuri diz que pensa cada produção a partir da ideia de ousadia, experimentação, provocação e abertura dos sentidos. “Existem signos que estão aí expostos, fixos, restringindo a liberdade corporal, a experimentação de si e identificando demais as significações; eu procuro produzir dando novos sentidos para eles, inventando outros, abrindo para significações diversas através de diálogos sensíveis, as vezes não verbais.”

 

Jamira Alves Muniz

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O interesse de Jamira Alves Muniz por movimentos culturais começou na adolescência, quando descobriu no teatro um espaço e uma ferramenta para se expressar e lutar pelos direitos da comunidade. De lá pra cá, passou por cineclubes, festivais de música, dança e teatro, escolas comunitárias, centros de educação e cultura, e associações de educadores. Em todos esses lugares, um ideal em comum: partilhar o conhecimento e sociabilizar o saber.

Hoje, Jamira é gestora do Espaço Cultural Alagados, educadora social e membro da REPROTAI (Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe). Se dedica a ajudar jovens e adolescentes que sonham em formar uma rede na luta dos direitos humanos e combater as desigualdades sociais. “Assim é que vou caminhando, compreendendo o meu papel e o sonho que venho conquistando na vida. Sou muito feliz! Vale a pena pagar esse preço que a vida me oportunizou.”

Saiba mais: www.facebook.com/reprotai

 

Claudio Marques

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No Centro Histórico de Salvador existem cerca de 1.500 casas e salas vazias – apesar da enorme demanda de famílias em busca de um lar e empresas em busca de um ponto para seus negócios. No meio dessa esquizofrenia imobiliária, vigora uma especulação paralisante, que condena o bairro à desertificação e à degradação. A solução para revitalizar a região está nas pessoas, na moradia.

É nisso que acredita Cláudio Marques, cineasta, fundador do Cine Glauber Rocha e idealizador do movimento ‘Aqui Podia Morar Gente’. “Poucas cidades do mundo contam com um Centro Histórico tão belo e extenso. ‘Aqui Podia Morar Gente’ é o nosso primeiro grito pela moradia no Centro Histórico.”

Saiba mais: www.facebook.com/aquipodiamorargente

 

Marilena Pereira

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A obstetra já perdeu a conta do número de partos que assistiu em 30 anos de carreira. Mas, há pelo menos 20 anos, Marilena Pereira tem priorizado trazer crianças ao mundo de maneira natural, muitas delas nascidas em domicílio, perto da família. “No nascimento domiciliar, o bebê nasce com aconchego da família e já nos hospitais, ele é separado da mãe, quando esse vínculo das primeiras horas é fundamental. Sem falar no risco de infecção, que é bem menor”.

Mãe de dois filhos, ela passou a se interessar em ajudar mulheres a terem um parto mais humanizado quando conheceu o trabalho do médico curitibano Moysés Paciornik, sobre parto de cócoras. A partir daí, Marilena decidiu que não iria mais contribuir com o número escandaloso de cesáreas realizados no país. Hoje ela é membro da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (ReHuNa), coordenadora do centro de parto normal da mansão do caminho e referência em parto natural no Brasil.

 

Alba Maria

alba

O xamanismo é uma das mais antigas práticas espirituais, médicas e filosóficas da humanidade. E cada dia mais pessoas estão voltando a estudar e aplicar o xamanismo em suas vidas, em busca de algum tipo de re-conexão com a Mãe Natureza e consigo mesmas. Entre esses membros, um deles tem uma função especial: o xamã. Esse líder espiritual, que pode ser homem ou mulher, tem o papel do mago, o curandeiro, o bruxo, o médico, o terapeuta, o conselheiro, o contador de estórias.

Na comunidade Terra Mirim, em Salvador, a xamã é Alba Maria, uma psicóloga que, há 22 anos, ajudou a fundar o espaço. Hoje, além de liderar os membros do grupo em suas buscas espirituais, ela também é escritora, palestrante e consultora em desenvolvimento humano e eco espiritual no Brasil e na Europa. “Somos uma Fundação, uma Comunidade, um Centro de Luz. Começamos por um grupo que, apaixonado por uma nova forma de viver, quis ousar. Nossa equipe atual é formada por pessoas que acreditam no sonho da Fundação de impactar a região de forma ecológica, sustentável e política”.

Saiba mais: www.terramirim.org.br

 

Laura Pires

laura

Depois de receber o diagnóstico de uma doença debilitante e incurável, aos 25 anos, a então arquiteta resolveu embarcar em uma transformadora busca pela cura. No caminho, encontrou muito mais que o alívio para os sintomas da doença: achou um novo significado para a vida.

“Encontrei na Índia um caminho para a saúde plena e um direcionamento para a essência mais pura. É Isso o que quero ensinar, a importância do estilo de vida. Até o que você ouve pode equilibrar ou desequilibrar o seu organismo. Você não se intoxica só com o que come.”

Saiba mais: www.laurapires.com.br

 

Russo Passapusso

russo

Nascido Roosevelt, em Feira de Santana, o cantor e compositor vem ajudando a transformar (e libertar) a música baiana – seja em coletivos como BaianaSystem, Bemba Trio e Ministereo Público – seja em vôo solo.

Passeando por qualquer ritmo que toque o coração, Russo Passapusso é defensor da música livre. “Não é cantando samba canção que a gente deixa de ser MC, nem cantando rap que deixa de ser sambista. Mais importante do que ver o que a pessoa tá fazendo é ver a essência da pessoa, a história que ela tem pra cantar.”

Saiba mais: http://goo.gl/cHsTgx

 

 

Paloma Amado

paloma

Paloma Amado dispensaria apresentações. A força do seu sobrenome bastaria para sabermos que “Liberdade” é um tema mais que familiar. Nascida e criada entre livros e letras, Paloma Amado sabe como poucos a importância da liberdade de se expressar.

 

Raquell Guimarães

raquell

Raquell é mineira. Aprendeu a tricotar com as avós quando ainda era criança. Cresceu transpondo para as lãs e agulha seus pensamentos e ideias. Cursou faculdade de moda e resolveu abrir seu próprio negócio. Mas, ao contrário de outras estilistas de sua geração, Raquell decidiu que tudo ali seria feito a mão. Quis o destino que, as mãos que hoje tecem as peças de suas coleções, sejam as mesma que já cometeram crimes bárbaros no passado.

“A crença na transformação. Isso é o que move a Doisélles. Nosso produto é feito por pessoas que estão comprometidas com a mudança da vida delas e é consumida por pessoas que acreditam na mudança da sociedade.”

Saiba mais: wwww.doiselles.com.br

 

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