Uma vida com cosméticos mais saudáveis e éticos. É possível?

batom

Já tem um tempo que eu ando maturando a ideia de mudar meu consumo de cosméticos e produtos de higiene e beleza por alternativas mais saudáveis e sustentáveis. Ando lendo muita coisa a respeito da quantidade absurda e extremamente perigosa de produtos químicos presentes em todos os produtos que usamos diariamente e isso me tem feito repensar tudo que coloco em contato com a minha pele. Xampus, condicionadores, hidratantes, protetores solar, maquiagens, perfumes – nada escapa.

Muitas substâncias comuns nesses produtos, como parabenos, óleos de petróleo, cores e fragrâncias sintéticas, já foram ligados a inúmeros tipos de reações alérgicas, irritações cutâneas, intoxicações e até alguns casos de câncer. Não sou bióloga, química, farmacêutica, nem tenho nenhum tipo de especialização na área, mas ando me informando e a cada novo artigo que leio, mais preocupações tomam conta da minha mente.

Além dos riscos à saúde, grande parte desses fabricantes realiza testes em animais, o que é (para mim) uma das piores formas de tortura que o homem pode cometer. Eu tenho uma prima bióloga (e assassina de ratinhos :p) e já tivemos discussões acaloradas sobre o uso de animais como cobaias. Como ela trabalhava na Fiocruz desenvolvendo remédios e vacinas que iriam salvar milhares de vidas, conseguiu me convencer (em parte) das boas intenções no uso desses animais (além do que, ela me garantiu que eles não passavam por nenhum tipo de sofrimento por lá). Há controvérsias, mas quando se usa “salvar vidas” como argumento, temos que deixar margens para discussão. Porém, em uma coisa nós duas concordamos: usar coelhos, cachorros, ratos e outros animais para testar se a substância usada no batom vai abrir um buraco na boca ou causar um câncer não é legal. E o mais revoltante: já existem alternativas mais baratas e eficazes para substituir esses testes (falarei deles outro dia).

Isso sem falar que nem sabemos o que tem na composição de cada um desse cosméticos. Quer ver? Faça um teste: vá no banheiro e pegue um sabonete líquido, leave-in ou qualquer outro produto. Agora tente ler na embalagem os componentes presentes na fórmula. Conseguiu entender alguma coisa? A não se que trabalhe na área, é bem provável que não. Então pare e pense, nós estamos absorvendo diariamente através da nossa pele produtos químicos que nem sabemos o que são! “Mas Clara, a Anvisa está aí para isso”. Ok, mas quantos produtos já foram liberados e proibidos depois? Em abril desse ano, o órgão liberou o uso de chumbo em tinturas de cabelo. Eu respeito a Anvisa e todos os profissionais que trabalham lá, mas não acho que encher meu couro cabeludo de chumbo seja uma boa ideia…

Mas há ainda outro problema: a falta de produtos alternativos disponíveis no mercado. Sim, eles existem, mas ainda é um nicho muito especializado e você tem que fuçar para achar. Queria muito chegar na prateleira de um supermercado qualquer e ver opções de xampus orgânicos, naturais ou com o selo “cruelty-free” ao lado de Dove, Pantene e Seda.

E foi justamente essa dificuldade, somada às preocupações com a minha saúde (e com a vida dos coelhinhos), que me levou a escrever esse texto e a me comprometer com vocês e comigo mesma a buscar alternativas mais saudáveis e éticas para todos os produtos de higiene e beleza que costumo usar. Eu sei que não vai ser fácil, especialmente para uma apaixonada por cosméticos como eu (#alokadasmaquiagens). Também não vai ser da noite para o dia, afinal, não pretendo jogar tudo que tenho fora e comprar um monte de coisas novas, e sim substituir gradualmente todos os produtos por opções mais sustentáveis. Mas acho que a minha saúde e a do planeta merecem esse esforço.

Posso contar com vocês? :)

Ah, sim! E não deixem de assistir esse vídeo:

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